quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Lógica aérea

Tudo começou quando resolvi que, nas próximas férias, quero voltar ao Uruguai. O Nacional joga duas vezes com o Boca Juniors pela Libertadores num espaço de uma semana e fiquei com vontade de ver os dois jogos. Óbvio, tive que ver preços de passagens aéreas. Utilizando um programinha, fiz uma pesquisa e encontrei um preço incrível: ida e volta na casa dos 500 reais pela Tam, Brasília-Montevidéu-Brasília. Quase pulei de alegria.

Há pouco fui entrar no site da Tam. Havia um complicador para comprar esta passagem: preciso obrigatoriamente passar pelo Rio Grande do Sul, obrigatoriamente na volta (e se possível na ida também), porque a Beta e o Davizinho estarão por lá e eu estarei com saudade.

Eu tinha duas opções: fazer um roteiro multicidade ou olhar trecho por trecho em várias companhias aéreas. Escolhi a segunda opção, mas brochei em seguida. Sabe aquele trecho de ida que estava sendo oferecido na Tam por cerca de 250 reais se eu comprasse também a volta? Pois é, pra comprar só a ida o preço era superior a mil reais. Isso mesmo, mil reais.

Não consigo entender qual é a lógica que está por trás disso. Porque se eu comprar só a ida, a Tam continua podendo vender pra outra pessoa o assento no voo de volta (e ainda tem dois meses pra isso). No entanto, esta opção custa mais que o dobro da outra, na qual um assento em cada voo fica ocupado. Perguntinha cretina: será que eu posso comprar ida e volta, "perder" o voo de volta e ser reembolsado?

Só que a sacanagem não acaba aqui. Precisarei ir de Montevidéu para Porto Alegre. Em 2010 eu estava fazendo o mesmo, mas por causa de uma greve geral a finada Pluna mudou meu voo e me fez voar Montevidéu-Curitiba-Porto Alegre. Em 2013, sem nenhuma greve geral (e tomara que sem nenhuma paralisação de aeroviários, controladores de voo ou funcionários) e sem eu entender qual é a lógica, a Tam só tem opções com escala em... Guarulhos. Isso mesmo: você vai do Uruguai até São Paulo (um voo de mais de duas horas e meia) pra depois voltar ao Rio Grande do Sul (uma hora e meia de voo). Isso é que é paixão por voar...

A Gol tem a opção de um voo de Montevidéu pra Porto Alegre na data que eu preciso. Mas custa quase R$ 600. Já a viagem completa pela Tam, incluindo este infame voo com escala em Guarulhos, custa R$ 1.045.

Conclusão: amanhã vou aborrecer algum agente de viagens. Eu, a Gol e a Tam vamos deixá-lo... tantam.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Duas da Agência Brasil

Comento duas matérias publicadas na Agência Brasil que são dignas de nota. A primeira tem esta manchete: "Reunião da Anatel é suspensa por falha em transmissão pela internet". Isso só pode ser piada pronta. Será que agora eles mesmos se dão conta do trabalho de merda fezes que fazem?

A outra é esta: "Para fugir da crise, empresários brasileiros fazem feira no Rio com oferta de imóveis em Portugal". Não vou falar sobre a extensão da manchete, que é um absurdo. Tem coisa mais divertida que isso. A pérola é esta:

“Nós não temos saída. Acabou o mercado interno. Isso não quer dizer que não possa voltar, mas não vai ser aquela euforia de compras que foi no passado”, disse Arnaldo Grossaman, um dos empresários responsáveis pelo evento e erradicado há mais de 20 anos em Portugal.

Prestou atenção na cagada bobagem? O empresário é ERRADICADO em Portugal? Ele foi extirpado? Foi arrancado pela raiz? O indivíduo em questão é radicado, não erradicado.

Como a Agência Brasil é bem transparente, publicou o nome do repórter que escreveu esse negócio (Gilberto Costa) e da revisora que não corrigiu (Lilian Beraldo). E sabe qual é o pior de tudo? Quem paga por isso é você. Sou eu. É o contribuinte.

Interior tamanho família

- Manoel, você está sabendo que o hotel é bem simples, né?

A Jane, que estava fazendo minha reserva, queria ter certeza da minha escolha: um duas estrelas no qual estariam hospedados mais dois colegas de trabalho. Olhei outros hotéis, também baratos; mas neste eu teria a companhia de dois colegas no café da manhã. Além disso, homem dorme em qualquer tranqueira. Uma vez dormi num hotel de R$ 25 ao lado da rodoviária de Santana do Livramento. Então, não havia problema algum. Além do mais, eu estaria trabalhando quase o tempo todo e o hotel tinha internet.

O voo de Brasília a Confins durou quase uma hora. Mas havia uma segunda viagem pela frente, porque o busão do aeroporto para Belo Horizonte levava um pouco mais do que isso no trajeto. Quem vai de avião a BH faz obrigatoriamente duas viagens. A primeira placa que lembro de ter visto dizia: Belo Horizonte 36 km.

Deixamos algumas coisas (e pessoas) no local do evento em que trabalharíamos e fui com os outros dois para o hotel. Ficava na mesma rua, uns 700 metros mais pra baixo. Claro, fomos caminhando, arrastando as malas, derretendo sob o sol belorizontino.

Depois de preencher todos os papéis na recepção, entramos no elevador. Fernando, Antonio, eu... e um funcionário do hotel. Ele puxou com a mão uma grade para fechar a porta do elevador, acionou uma alavanca para fazê-lo subir, parou-o no primeiro andar (com um pequeno degrau), puxou a grade para abrir a porta - tudo isso enquanto nós observávamos, com alguma surpresa, o funcionamento da velharia.

O rapaz indicou os quartos a cada um. Embora a Jane tivesse pedido quartos com ar condicionado, os nossos tinham apenas um ventilador de teto. "Pelo menos fica em cima da cama", pensei enquanto via meu quarto. O Fernando não teve a mesma alegria: ficou com medo de que a luminária, acoplada ao ventilador, caísse em cima dele, de tanto que balançava.

Fomos ao trabalho. Voltamos todos cansados, querendo dormir. Pelo menos o lanche do hotel estava gostoso. Fiquei escrevendo matéria no quarto - mas não pude subi-la no mesmo dia porque não consegui acessar a internet do hotel. Perto da 1 da madrugada, deitei-me. Só que fazia muito calor, a única janela não servia pra nada e o ventilador também não ajudava. Devo ter passado mais de uma hora rolando na cama antes de pegar no sono. O Fernando contou que acordou de madrugada e que viu pela janela que o lugar era barra pesada (digo o endereço para que os belorizontinos possam rir de mim: rua Espírito Santo, perto do número 200).

Quinta-feira. O café da manhã era servido no segundo andar, ao qual só era possível chegar de escada. Isso mesmo: para o primeiro andar a subida era de elevador; para o segundo, de escada. Se aquele prédio pega fogo, todo mundo vira churrasco. E, já que falei de comida, o desjejum era servido no espaço correspondente ao hall do primeiro andar, com quartos do lado e tudo mais. Comi bem e fui trabalhar.

Alguém deve ter comentado com a Jane sobre a noite mal dormida, porque ainda pela manhã ela telefonou para o hotel e conseguiu um quarto triplo com ar condicionado. Então, no intervalo do almoço, fui com o Antonio para ver como era isso. Entramos, olhamos, realmente tinha ar condicionado, três camas de solteiro, uma mesa com cadeira (achei que seria ótima para trabalhar de madrugada), aprovamos a mudança de quarto, carregamos as bagagens, condenamos o colega ausente a ficar com a cama do meio e voltamos ao evento.

- Fernando, fomos lá, vimos o quarto, aprovamos e transportamos as bagagens.
- Vocês olharam se o banheiro tinha porta?

Não, não havíamos prestado atenção a este detalhe. Efetivamente, nos quartos da primeira noite, nenhum de nós tinha tido um banheiro com porta. Mas, pelo menos no meu quarto, ele ficava no fundo, guardando alguma privacidade. Quando voltei, no início da noite, doido de vontade de tomar uma ducha, vimos que o banheiro não apenas não tinha porta, como ficava totalmente virado para... a porta do quarto. Isso mesmo: se alguém abrisse a porta do quarto, de lá de fora daria pra ver o banheiro todo.

Queria dar uma saída à noite, comer uma pizza, fazer qualquer coisa. Não conhecia a cidade, por isso cheguei a perguntar a um taxista alguma sugestão de lugar bom pra sair. "Ah, não tem. Os lugares bons que tinha foram fechando todos". Será uma versão mineira do Seu Lunga? Em 2014 tem Copa do Mundo, é este o tratamento que os turistas vão receber?

Eram 9 da noite quando chamei um táxi. "Olha, eu não conheço a cidade, por favor me leve para algum lugar legal de ver à noite". O cara me levou até a lagoa da Pampulha. Bela escolha, realmente gostei e pedi pra descer ao lado de um parque de diversões onde havia uma roda gigante digna deste nome. Com 36 metros de altura (sem contar a altura natural do parque), proporcionava uma bela vista da lagoa; do outro lado estava o Mineirão; lamentei estar sem uma câmera, mas por uma questão de princípios eu não levaria a que uso a trabalho.

Depois de sair do parque, caminhei um pouco ao lado da lagoa, passei em frente à famosa igrejinha (o que tinha de casalzinho se agarrando ao lado dela não era uma coisa muito santa), pensei em vários postais que tenho deste lugar e, após cerca de meia hora, entrei em outro táxi. "Olha, conversei com um taxista e ele me recomendou uma pizzaria chamada Guarani, é boa mesmo?", perguntei. Diante da resposta afirmativa, pedi que ele me levasse para lá.

"Onde é que eu fui parar", pensei enquanto entrava naquele lugar com jeito de boteco. Pedi minha pizza e, enquanto esperava, observei o entra e sai de pessoas - algumas, inclusive, com roupa social. Isso mostrou que, apesar da aparência ruim, o lugar era mesmo apreciado. E com motivos, porque a pizza estava gostosa. Não era nota 10, mas tinha um sabor diferente e único.

De volta ao hotel, tinha que trabalhar. Coloquei o computador na mesa, peguei o modem do Fernando e fui escrever matéria. A cadeira era tremendamente desconfortável e, depois de suportá-la por um tempo, optei por escrever na cama. Uma hora depois o sono era tanto que simplesmente coloquei o computador no chão e adormeci.

Sexta-feira. O horário não era tão apertado como o do dia anterior, por isso pudemos acordar um pouco mais tarde. Enquanto os colegas de quarto foram para o café, eu falei que iria mais tarde, para publicar a matéria que estava terminando de escrever. Em menos de 10 minutos os dois estavam de volta.

- Comeram rápido, hein!
- Você não está entendendo. O café da manhã está acabando.

Pensei que fosse bobagem, mas quando cheguei ao segundo piso, todas as mesas tinham pratos sujos, o suco de laranja estava acabando e até mesmo o queijo havia acabado. Céus, como é que o queijo pode acabar em qualquer lugar de Minas Gerais??? É o fim do mundo, uai! Comi... um pão com manteiga, e fui trabalhar.

No fim do dia, após terminar o evento e fazer o que deveria ser feito, fui a um shopping comprar algum presentinho para a Beta. É diferente entrar num shopping em que as lojas não são as mesmas de todos os outros shoppings que conheço. Comprei um livro com imagens de Minas, aproveitei para lanchar rapidamente e fui ao hotel buscar minhas tralhas para ir até o ponto em que se pega o busão para viajar até o aeroporto de Confins.

(Eu já havia comprado um presente para mim mesmo: uma quantidade caprichada de postais de Minas Gerais. O pacote tinha uns 200 e o Sérgio Ricardo, da Postais de Minas, gentilmente foi encontrar-me no hotel pra levar a encomenda e ainda fez um preço excelente)

É claro que havia muito mais coisas pra conhecer e o tempo numa viagem de trabalho é escasso. Mas é evidente também que esta cidade tem muitos desafios para enfrentar, especialmente pensando num evento como a Copa do Mundo de 2014. O que posso dizer é que Belo Horizonte é interior. Mas é um interior tamanho família. 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Mais uma pérola do ENEM

Em outro tempo, quando mandávamos pérolas do ENEM por e-mail, fazíamos referência àquelas atribuídas aos alunos menos brilhantes. Mas a que vai abaixo é terrível, porque não veio de aluno nenhum.

A prova de redação teve como tema "O movimento imigratório para o Brasil no Século XXI". Entre os movimentos apresentados nos textos motivadores está o dos haitianos. Vai de Porto Príncipe ao Panamá, de lá para Quito, depois para Lima, entra no Brasil por Brasileia (AC), vai a Porto Velho e, de lá, para outros estados, conforme este mapa:


Viram o tamanho da cagada bobagem? 

Escrevo uma coluna num site uruguaio e costumo finalizá-la com erros da imprensa: os "vrutos" da semana (o certo é brutos, mas escrevo assim para brutalizar a palavra). Este do ENEM seria um "vruto" campeão do mundo...

Não é uma pérola dos alunos. São os próprios examinadores do grande exame nacional de conhecimentos do nivel médio que colocam Quito na Colômbia!!! Será que não tinha um miserável revisor pra impedir esse mico de nível nacional? Ou será uma versão geográfica do "nós pega os peixe"? A questão ainda dizia: "Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista". Que nota será que tiraria um aluno que defendesse, de forma estruturada e coerente, o seu (e do mundo todo) ponto de vista dizendo que Quito fica no Equador?

No geral, a educação brasileira está em petição de miséria. Antigamente esperava-se que professores (e examinadores) soubessem mais que os alunos. Agora, nem isso é garantido - não é preciso ensinar, qualquer coisa está valendo (e ensinar dá trabalho). É a pedagogia do "tudo pode". Ainda se fosse um professor elaborando sozinho uma prova para aplicar à sua classe no dia seguinte, vá lá, seria uma explicação (embora não uma justificativa); mas fazer nas coxas um exame para o país inteiro, com a antecedência e cuidado que o trabalho requer e o catatau de gente que trabalha nisso? Tenha dó...

Por último, pra não perder a piada: já pensaram se alguém diz ao camarada Rafael Correa que a Colômbia continua violando a soberania do território equatoriano?

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Segredos que todo mundo sabe

Chamadinha de capa no portal Terra: "Veja os cinco segredos de Tite para conquistar o Mundial". É claro que NÃO cliquei na chamada. E nem precisava.

Tite conquistou o Mundial? Não. Então a eficácia dos cinco segredos não está garantida, certo?

Aliás, se segredos fossem, não estariam sendo contados pela imprensa para toda a torcida do Corinthians... e para não-corinthianos também.

Nelson Rodrigues dizia que o carioca é a única pessoa capaz de gritar um segredo para alguém que está do outro lado da rua. Se for como a manchete diz, Tite seria carioquíssimo...

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Pérolas do ENEM - 2011

Recebi por e-mail, cortesia da Alessandra. Algumas destas pérolas já são conhecidas (como a sifilização e o decente), devem ser parte do folclore relacionado ao assunto. Já as outras podem proporcionar umas boas risadas... ou não, né? Porque a pergunta que veio junto é se isso é pra rir ou chorar...

*       *       *

"Antes da Diuma, o Brasil não teve mulheres presidentes mas várias primeiras-damas foram do sexo feminino".

"Animais vegetarianos comem animais não-vegetarianos".

"Não cei se a presidente está melhorando as endeferenças sociais ou promovendo o sarneamento dos pobres. Me pré-ocupa o avanço regresssivo da violência urbana".

"O Convento da Penha foi construído no céculo 16 mas só no céculo 17 foi levado definitivamente para o alto do morro".

"A História se divide em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje".

"Bigamia era uma espécie de carroça dos gladiadores, puchada por dois cavalos".

"No começo, SC era muito atrazada mas com o tempo foi se sifilizando".

"A principal função da raiz é se enterrar no chão".

"As aves tem na boca um dente chamado bico".

"A Previdência Social acegura o direito a enfermidade coletiva".

“Ateísmo é uma religião anônima praticada escondido.
Na época de Nero, os romanos ateus reuniam-se para rezar nas catatumbas cristãs".

"A Geografia Humana estuda o homem em que vivemos".

"O nordeste é pouco aguado pela chuva das inundações frequentes".

"Os Estados Unidos tem mais de 100.000 Kilometros de estradas de ferro asfaltadas".

"As estrelas servem para esclarecer a noite e não existem estrelas de dia
porque o calor do sol queimaria elas".

"Hormônios são células sexuais dos homens masculinos".

"Os primeiros emegrantes de SC construiram suas casas de talba".

"Onde nasce o sol é o nacente, onde desce é o decente".

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Cartão Postal

Primeiro cartão postal de produção própria. Foto de Corumbá de Goiás, onde estive em janeiro. Impresso em Minas Gerais. Arte da gaúcha Renata Pedroso.



quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Terveiset Vimpelista

O ano era 1999. Numa tarde de domingo entrei num chat internacional do mIRC e comecei a conversar. Fiz amizade com uma menina da Finlândia e passamos a trocar e-mails. 

Um belo dia chegou um envelopão à minha casa (que eu retribuí mais tarde enviando uma camiseta de Brasília). Minha amiga estava me mandando uns materiais da cidade dela, Vimpeli, além de uma foto sua. Junto veio um cartão postal, cuja legenda dizia Terveiset Vimpelista. Nunca entendi o que isso significava, exceto pelo nome da cidade (e naquela época a enciclopédia google ainda não tinha um tradutor). Jaana Koivukoski (que gostava de ser chamada de Nanuska) não sabia, mas estava mudando minha vida para sempre.

Agarrei aquele cartão postal, procurei alguns outros que pude encontrar nas minhas coisas (uns 4 ou 5) e decidi começar ali uma coleção de postais. Coleção que no ano seguinte chegou a mil cartões, graças à amiga Emeri e também a um pacotão que comprei da Paraná Cart. E que hoje, tanto tempo depois, tem catalogados 8.739 cartões postais.

Um dos meus amigos daquela época (mas não do mIRC) e cuja amizade perdura até hoje é o italiano Andrea Camporese. Todo ano, no verão do hemisfério norte, ele sai de férias, vai para algum lugar diferente e me manda um cartão postal. E hoje chegou às minhas mãos a remessa deste ano, um postal da cidade finlandesa de Turku.

Do lado direito, alguns dizeres em três línguas: finlandês, alemão e inglês, nesta ordem. Em inglês era "greetings from", em alemão "grüsse aus" e em finlandês, uma palavra que me emocionou: "terveiset".

Treze anos depois, finalmente eu entendia os dizeres do cartão postal que mudou minha vida e me fez entrar neste vício maluco neste saudável hobby de colecionar o mundo em retângulos de papel. Terveiset Vimpelista significa "saudações de Vimpeli". 

Onde quer que você esteja, Jaana, receba minhas saudações de Brasília.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

29/08/1999

Faz 13 anos que escrevi este soneto, publicado na antologia E Por Falar Em Amor.

*       *       *


Queria ter-te lua, e não estrela
Na escuridão do céu da minha vida;
Queria pensar sempre em ti, querida
E em tua luz, que é mais brilhante e bela.

Eu pensava comigo: quero tê-la
E fazê-la feliz em minha lida
E fazer cada hora bem vivida;
Pra sempre amá-la, pra sempre querê-la.

Eu queria poder - agora digo -
Satisfazer cada vontade tua
E levar-te comigo a uma ilha;

Eu só queria ser feliz contigo
Mas se queres ser estrela, e não lua,
Brilha, estrelinha, brilha, brilha, brilha...

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Lançamento: Redação Total


Na tarde de hoje (14) o meu tio professor André Luís Cézar lança o livro "Redação Total - Os Gêneros Textuais nos Vestibulares de Hoje" (All Print Editora, R$ 39,90 comprar AQUI), na 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Colo abaixo o release da editora:


Redação Total – Os Gêneros Textuais nos Vestibulares de Hoje tem a resposta para essas e para muitas outras dúvidas sobre os vestibulares atuais. Neste livro, você vai aprender a escrever com competência os principais gêneros que podem cair nas provas, tais como: Abaixo-Assinado, entrevista, artigo de opinião, manifesto, comentário, notícia e etc... Além disso, este livro traz para você as técnicas e as dicas especiais para que seu texto corresponda às expectativas dos vestibulares do tipo UNICAMP e FUVEST, bem como tabelas de conectivos e de operadores argumentativos, exemplos de textos bem construídos e propostas temáticas modernas. Tudo isso para que sua redação seja coesa, coerente, brilhante e muito competitiva, nos vestibulares e na vida!

domingo, 12 de agosto de 2012

Querido Davi...

Querido Davi,

Hoje é um dia muito significativo para mim. Do amor que Beta e eu temos surgiu um lindo fruto que, embora seja pequeno e frágil, já tem muito mais percepção do que às vezes imaginamos.

Sei que você me escuta quando eu falo; que talvez não entenda o significado das palavras, mas conhece bem o que significa o tom de voz. Eu te ensinarei a amar, mas você certamente já sente os benefícios de ser amado. O mundo discute se existe amor à primeira vista; eu já te amo muito antes mesmo de ter visto o primeiro ultrassom.

Davi, é meu dever fazer de você uma pessoa melhor. É meu dever dar-te força nos momentos de fraqueza, carregar-te em meus ombros, guiar teus passos ainda inseguros até que se tornem firmes e você possa caminhar por si próprio - tanto no sentido literal como no metafórico.

Sabe o que é mais impressionante? Sem saber disso, você estará fazendo o mesmo por mim. Pensarei em você nos momentos de fraqueza e serei mais forte (recebendo também o valioso apoio da sua mãe). E é com você que eu, ainda engatinhando na vida de pai, aprenderei na prática o que é esta responsabilidade sagrada. Você, pequeno e frágil; eu, inexperiente. Somos parecidos e construiremos nossa história juntos.

Querido Davi, estamos apenas começando a preparar teu quarto. Não me preocupa o conforto; me preocupa o amor que você receberá neste espaço. Não me preocupam os presentes que te darei um dia; me preocupa fazer de você um presente para as pessoas. Não é prioritário gastar muito dinheiro no espaço em que você vai habitar; é prioritário fazer do seu coração um lugar que Deus possa habitar.

Eu não sei quais são os bens que te darei ao longo da vida (e depois também); mas quero te dar todos os dias um bem que, apesar de abundante, é cada vez mais escasso: tempo. Porque quanto mais tempo eu te der, melhor farei o teu mundo; e, desta maneira, moldarei teu caráter para que você faça não apenas o mundo (e não apenas o meu) ser melhor. Dentro de nossas imperfeições e limitações, sua mãe e eu trabalharemos por isso investindo o tempo necessário.

Te amo muito, Davi. Obrigado por dar-me um feliz dia dos pais - o primeiro desde que cruzei esta barreira e passei a ver a paternidade a partir do outro lado.

*       *       *

Davi Vicente Pedroso Castanho tem seu nascimento previsto para 23 de dezembro de 2012.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

70 maneiras de escrever errado

O texto não é meu, mas vale a publicação. Fala sobre um vício de linguagem que consiste em repetir uma ideia com palavras diferentes. Aí vai uma lista de 70 expressões. Você usa alguma delas? A partir de agora, com absoluta certeza Não as usarei e não voltarei atrás nesta livre escolha.

1. Elo de ligação;
2. Acabamento final;
3. Certeza absoluta;
4. Número exato;
5. Quantia exata;
6. Sugiro, conjecturalmente;
7. Nos dias 8, 9 e 10 inclusive;
8. Como prêmio extra;
9. Juntamente com;
10. Em caráter esporádico;
11. Expressamente proibido;
12. Terminantemente proibido;
13. Em duas metades iguais;
14. Destaque excepcional;
15. Sintomas indicativos;
16. Há anos atrás;
17. Vereador da cidade;
18. Relações bilaterais entre dois países;
19. Outra alternativa;
20. Detalhes minuciosos;
21. A razão é porque;
22. Interromper de uma vez;
23. Anexo (a) junto a carta;
24. De sua livre escolha;
25. Superávit positivo;
26. Vandalismo criminoso;
27. Todos foram unânimes;
28. A seu critério pessoal;
29. Palavra de honra;
30. Conviver junto;
31. Exultar de alegria;
32. Encarar de frente;
33. Comprovadamente certo;
34. Fato real;
35. Multidão de pessoas;
36. Amanhecer o dia;
37. Criação nova;
38. Retornar de novo;
39. Freqüentar constantemente;
40. Empréstimo temporário;
41. Compartilhar conosco;
42. Surpresa inesperada;
43. Completamente vazio;
44. Colocar algo em seu respectivo lugar;
45. Escolha opcional;
46. Continua a permanecer;
47. Passatempo passageiro;
48. Atrás da retaguarda;
49. Planejar antecipadamente;
50. Repetir outra vez;
51. Sentido significativo;
52. Voltar atrás;
53. Abertura inaugural;
54. Pode possivelmente ocorrer;
55. A partir de agora;
56. Última versão definitiva;
57. Obra-prima principal;
58. Gritar/ Bradar bem alto;
59. Propriedade característica;
60. Comparecer em pessoa;
61. Colaborar com uma ajuda/auxílio;
62. Com absoluta correção/exatidão;
63. Demasiadamente excessivo;
64. Individualidade inigualável;
65. A seu critério pessoal;
66. Abusar demais;
67. Exceder em muito;
68. Preconceito intolerante;
69. Medidas extremas de último caso;
70. A nível de ...