A data FIFA, na qual várias seleções realizam seus jogos amistosos, contou com um par de situações curiosas que são filmes repetidos. A Irlanda perdeu da Argentina por 1 a 0 com um gol impedido (pouca coisa, jogada difícil, mas impedido). Esses caras não dão sorte: perderam da França com o gol em que o Henry meteu a mão na bola duas vezes; depois, em março deste ano, perderam amistoso contra o Brasil no qual houve também um gol brasileiro irregular; e agora acontece o mesmo com a Argentina.
Outra curiosidade veio do jogo da Inglaterra. A Hungria teve um gol validado no qual a bola não entrou totalmente. E os ingleses, que na Copa não tiveram validado um gol no qual a bola entrou, agora sofrem num amistoso um gol fantasma. Outra gente que não tem sorte. (Nota: o juiz foi o mesmo de Brasil vs Costa do Marfim)
No Brasil, filme repetido também
Já na seleção brasileira o caso é outro - mas também de filme repetido. Fracasso, entra um treinador querendo promover uma renovação forçada, querendo ser a negação de seu antecessor.
Felipão saiu, entrou Parreira, com aqueles amistosos chatíssimos que davam zero a zero (inclusive na estreia contra a poderosa China), com um time que estava ótimo sem Ronaldo e totalmente diferente com a presença do camisa 9. A seleção foi um Big Brother, todo mundo sabia das escapadas do Roberto Carlos, dos quilos do Ronaldo, das fãs que abraçavam o Ronaldinho Gaúcho.
E havia também a apatia de Parreira. Com a arrogância de quem achava que a Copa do Mundo seria um trâmite e dizia: "Sou um administrador de talentos". E de quem também dizia: "O mundo não vai mudar se perdermos da França".
Entrou o Dunga, para ser a negação do Parreira. Demonizou aqueles que estiveram na Alemanha. Tinha que fazer uma limpeza na seleção, a começar pelo Roberto Carlos, e pasando inevitavelmente pelo Ronaldo. Ronaldinho e Kaká teriam que ganhar suas vagas saindo do banco de reservas. Apenas a dupla de zaga foi poupada.
Mas quem entrou não foi o Dunga que gritava com o time e impunha sua liderança. Foi um sujeito moderado, de roupas espalhafatosas, que quase não gritava. A imprensa criticou o comportamento destemperado de Dunga - mas qual comportamento? Balbuciar palavões sem a intenção de que o Alex Escobar ouvisse? Preservar sua equipe do assédio da imprensa? Ora, ele teve apoio do Ricardo Teixeira - a ordem era não repetir o Big Brother acontecido em 2006. Dunga se descontrolou no jogo contra a Holanda. Aconteceu uma vez, mas as críticas vieram - afinal de contas, o Brasil perdeu o jogo que não podia perder. Ganhou tudo o que tinha direito antes. Mas ficou sem o caneco.
Capítulo à parte merece a convocação de Dunga, com seus muitos volantes e com jogadores que ele mesmo tinha vergonha de colocar em campo (como Josué ou Kléberson, este último reserva no Flamengo). E os maiores problemas Dunga teve justamente na lateral esquerda, da qual Roberto Carlos foi expelido. Não havia nada melhor. Danou-se o time.
Agora entra o Mano Menezes. Recebeu do mandachuva da CBF a ordem de exorcizar o fantasma do Dunga. E começou convocando um time totalmente jogado para a arquibancada, com todos os nomes que parte da imprensa pedia antes da Copa - e também algumas grandes bobagens, tipo Jucilei. Armou a seleção num 4-3-3 que obviamente não vai ser mantido. Devolveu à imprensa (que tem nome e começa com G)algumas regalias que Dunga havia cortado. Claro, a ordem é aparecer bem na fita, pra não atrapalhar os negócios (é, roubo às vezes muda de nome) que serão gerados com a Copa de 2014. Pirotecnia pura.
O Brasil se monta olhando para trás. Comete muitos novos erros na tentativa de apagar os erros passados. E não aprende. Quem precisa ser trocado, na verdade, é o Ricardo Teixeira. Mas isso não acontecerá. Ele, que se acha muito esperto e busca para si os triunfos da seleção (e não é por organização, mas sim porque havia um Romário, um Ronaldo), com os quais ele pouco ou nada contribuiu. Para o povo, ficará a decepção quando o Brasil for eliminado novamente e essa gente der as caras na televisão pra dizer algo do tipo "foi maus". Filme repetido, de novo.
Quem sabe a seleção possa ter um planejamento de verdade (isso dá trabalho, não é só aparecer na Globo) quando essa figura for embora. Teríamos chances reais de título sempre. Mas, na boa, é mais fácil o Lula presidir o FMI do que alguma oposição chegar ao comando da CBF.
Outra curiosidade veio do jogo da Inglaterra. A Hungria teve um gol validado no qual a bola não entrou totalmente. E os ingleses, que na Copa não tiveram validado um gol no qual a bola entrou, agora sofrem num amistoso um gol fantasma. Outra gente que não tem sorte. (Nota: o juiz foi o mesmo de Brasil vs Costa do Marfim)
No Brasil, filme repetido também
Já na seleção brasileira o caso é outro - mas também de filme repetido. Fracasso, entra um treinador querendo promover uma renovação forçada, querendo ser a negação de seu antecessor.
Felipão saiu, entrou Parreira, com aqueles amistosos chatíssimos que davam zero a zero (inclusive na estreia contra a poderosa China), com um time que estava ótimo sem Ronaldo e totalmente diferente com a presença do camisa 9. A seleção foi um Big Brother, todo mundo sabia das escapadas do Roberto Carlos, dos quilos do Ronaldo, das fãs que abraçavam o Ronaldinho Gaúcho.
E havia também a apatia de Parreira. Com a arrogância de quem achava que a Copa do Mundo seria um trâmite e dizia: "Sou um administrador de talentos". E de quem também dizia: "O mundo não vai mudar se perdermos da França".
Entrou o Dunga, para ser a negação do Parreira. Demonizou aqueles que estiveram na Alemanha. Tinha que fazer uma limpeza na seleção, a começar pelo Roberto Carlos, e pasando inevitavelmente pelo Ronaldo. Ronaldinho e Kaká teriam que ganhar suas vagas saindo do banco de reservas. Apenas a dupla de zaga foi poupada.
Mas quem entrou não foi o Dunga que gritava com o time e impunha sua liderança. Foi um sujeito moderado, de roupas espalhafatosas, que quase não gritava. A imprensa criticou o comportamento destemperado de Dunga - mas qual comportamento? Balbuciar palavões sem a intenção de que o Alex Escobar ouvisse? Preservar sua equipe do assédio da imprensa? Ora, ele teve apoio do Ricardo Teixeira - a ordem era não repetir o Big Brother acontecido em 2006. Dunga se descontrolou no jogo contra a Holanda. Aconteceu uma vez, mas as críticas vieram - afinal de contas, o Brasil perdeu o jogo que não podia perder. Ganhou tudo o que tinha direito antes. Mas ficou sem o caneco.
Capítulo à parte merece a convocação de Dunga, com seus muitos volantes e com jogadores que ele mesmo tinha vergonha de colocar em campo (como Josué ou Kléberson, este último reserva no Flamengo). E os maiores problemas Dunga teve justamente na lateral esquerda, da qual Roberto Carlos foi expelido. Não havia nada melhor. Danou-se o time.
Agora entra o Mano Menezes. Recebeu do mandachuva da CBF a ordem de exorcizar o fantasma do Dunga. E começou convocando um time totalmente jogado para a arquibancada, com todos os nomes que parte da imprensa pedia antes da Copa - e também algumas grandes bobagens, tipo Jucilei. Armou a seleção num 4-3-3 que obviamente não vai ser mantido. Devolveu à imprensa (que tem nome e começa com G)algumas regalias que Dunga havia cortado. Claro, a ordem é aparecer bem na fita, pra não atrapalhar os negócios (é, roubo às vezes muda de nome) que serão gerados com a Copa de 2014. Pirotecnia pura.
O Brasil se monta olhando para trás. Comete muitos novos erros na tentativa de apagar os erros passados. E não aprende. Quem precisa ser trocado, na verdade, é o Ricardo Teixeira. Mas isso não acontecerá. Ele, que se acha muito esperto e busca para si os triunfos da seleção (e não é por organização, mas sim porque havia um Romário, um Ronaldo), com os quais ele pouco ou nada contribuiu. Para o povo, ficará a decepção quando o Brasil for eliminado novamente e essa gente der as caras na televisão pra dizer algo do tipo "foi maus". Filme repetido, de novo.
Quem sabe a seleção possa ter um planejamento de verdade (isso dá trabalho, não é só aparecer na Globo) quando essa figura for embora. Teríamos chances reais de título sempre. Mas, na boa, é mais fácil o Lula presidir o FMI do que alguma oposição chegar ao comando da CBF.
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